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Conquistando o inimigo
Não falem para as mentes deles. Falem para seus corações." - Nelson Mandela
Em Conquistando o inimigo, o jornalista John Carlin narra aquela que talvez seja a passagem política mais bem-sucedida de nossa geração. Parafraseando Garibaldi após a unificação da Itália, as eleições de 1994 tinham criado uma nova África do Sul, mas restava o desafio de criar os sul-africanos. Em busca de uma causa capaz de unir brancos e negros, Mandela concordou em sediar a Copa do Mundo de Rúgbi.
A escolha desse esporte parecia absurda. Por décadas, o rúgbi fora um símbolo do apartheid. Dessa forma, mais improvável que ganhar a Copa era o Springboks - o time nacional - conquistar o coração dos negros.
Mandela precisava que o povo acreditasse no slogan "um time, um país". Ele teve de fazer os negros verem os jogadores como "nossos rapazes" e assegurar aos brancos que eles tinham um lugar de direito na nova nação. Para isso, mostrou-se um líder carismático e flexível, capaz de conter seus aliados e seduzir seus adversários.
O que aconteceu no estádio no dia da final foi uma grande glória: perdão, libertação e celebração. O tipo de coisa que acontece quando pessoas que conheciam apenas o ódio e o medo se libertam do fardo da história e superam suas diferenças. Se ganhou a Copa do Mundo? O que a África do Sul consquistou naquele dia foi muito mais que isso.
SOBRE O AUTOR:
John Carlin é britânico e, durante o fim do apartheid, foi chefe da sucursal sul-africana do jornal The Independent, de Londres. Já escreveu para diversas outras publicações, entre elas The New York Times e The Observer. Atualmente vive em Barcelona e é repórter internacional sênior do El País.
A adaptação da obra para o cinema, Invictus, foi produzida e dirigida pelo vencedor do Oscar Clint Eastwood. Nos papéis principais estão Morgan Freeman, que parece ter nascido para interpretar Mandela, e Matt Damon, que vive o capitão do Springboks.
TRADUÇÃO: Teresa Carneiro
Autor: John Carlin Gênero: Não Ficção
1 ª Edição
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