|
A prefeitura de Rio Branco, por meio da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), deu início dia 25 de abril, no Mercado Velho, ao Batelão Cultural, que segue em atividade até junho de 2010.
O projeto pretende desenvolver regularmente atividades culturais para as comunidades ribeirinhas do município. Na estréia, houve cortejo do grupo Vivarte e a apresentação da peça “O casamento do Mapinguari”.
“O Batelão abre um universo de possibilidades de trabalhar com comunidades que foram até agora esquecidas” afirma o presidente da Fundação Garibaldi Brasil, Marcos Vinicius.
O Batelão Cultural funciona como um ponto de cultura itinerante em rios e igarapés do município de Rio Branco, atendendo aproximadamente 5 mil ribeirinhos, comunidades historicamente excluídas do consumo de bens culturais.
“Nestes dois primeiros meses do Batelão nós estaremos fazendo um trabalho experimental, aprendendo com o Rio, o Batelão e as comunidades ribeirinhas a melhor maneira de desenvolver o projeto. Mas há uma quantidade de atividades que podem ser desenvolvidas, como cinema, apresentações artísticas, aulas de educação ambiental e de patrimônio cultural”.
Desta forma, o Batelão tem como objetivo garantir as aos ribeirinhos uma maior aproximação com a cultura e o resgate de suas próprias identidades tradicionais por meio da circulação de atividades artístico-culturais – teatro, música, cinema, circo, capoeira, leitura, esporte, lazer e informática, desenvolvendo assim um processo de inclusão social, digital e cultural.
O diferencial está na integração com o rio Acre. “O Acre é um estado que surge a partir do rio, mas ultimamente nós estamos esquecendo um pouco isso. Nós não queremos mais ver o rio apenas como um trajeto, algo que divide a cidade, mas o contrário, algo que a une” explica o presidente.
Foto: Adonay Melo
|