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Na sexta, dia 21 de maio, entra em cartaz no Espaço Unibanco de Cinema Augusta, o longa-metragem "Solo", de Ugo Giorgetti, realizado em 2009 com o apoio da TV Cultura.
No filme, um homem fala de um mundo que não mais lhe pertence e que não mais entende. É alguém que caminha da solidão para as trevas.
Embora com humor, sarcasmo e permanente ironia este filme fala de perplexidade e desespero.
Fragmentado, por vezes dispersivo, esse testemunho de um homem na última meia idade, de boa famÃlia, de um bairro nobre, não deixa de ser uma reflexão que diz respeito a todos que moram nesta cidade de S. Paulo e que freqüentemente é vista como um pesadelo.
É um filme no estilo de uma confissão, um jato de palavras impossÃvel de interromper, de alguém que entrega para a câmera e para os espectadores os medos e as angústias mais profundas.
Tecnicamente é simples. Um homem sentado falando para a câmera. Por trás dele, como fundo, imagens vão ilustrando seu pensamento confirmando-o ou contrariando-o.
As imagens nesse fundo tem muitas vezes o aspecto delirante que tem os pensamentos que não acompanham necessariamente as palavras que falamos. |